Biodiversidade

Algumas Informações

O grosso da biodiversidade está em suas florestas tropicais; sua degradação é equivalente ao empobrecimento da herança genética do planeta. Além de salvar ecossistemas, a conservação das florestas garante a disponibilidade de água, reduz a erosão do solo e, assim, estimula o desenvolvimento econômico. A conservação das florestas também contribui para a estabilização do clima, já que 20% das emissões de gases de efeito estufa são causados pelo desmatamento tropical. laplaneterevisitee.org/fr

O escopo da nossa ignorância

Áreas desconhecidas representam nove décimos da superfície do mapa da biodiversidade. Até hoje, 1,8 milhão de espécies foram contabilizadas: mais ou menos 10-20% do que existe no planeta. Temos uma visão parcial e fragmentada de biodiversidade. Certos grupos, como os mamíferos e os pássaros, são bem conhecidos, mas outros, em particular aqueles essenciais à manutenção e ao funcionamento dos ecossistemas, apenas números especulativos estão disponíveis.

Missão impossível?

No ritmo atual de catalogação, considerando os recursos e os especialistas disponíveis, um censo completo levaria 1.000 anos para registrar todas as formas de vida do planeta. Levando em consideração as atuais taxas de extinção por culpa do homem, pode-se estimar que perto da metade das espécies já poderá ter desaparecido em menos de 100 anos. Então o que podemos fazer? Desenvolver novas ferramentas e métodos de inventariado que ajudem a acelerar o censo e o aprendizado sobre a biodiversidade para melhorar a conservação.

A Pró-Natura inova para acelerar o conhecimento sobre a biodiversidade…

…através da mobilização de cientistas internacionais e da criação de uma rede de especialistas

Por dez anos, a Pró-Natura vem organizando grandes expedições científicas que unem biólogos de diferentes partes. Esse longo período de colaboração com cientistas de campo e instituições de pesquisa levou à criação de redes de especialistas como a IBISCA, que inclui dezenas de entomologistas. A expedição de Santo, em 2006, teve por objetivo estabelecer um inventário completo do ecossistema da Ilha Espirito Santo, localizada no Arquipélago de Vanuatu no Pacífico Sul.

A Pró-Natura trabalhou com duas instituições de pesquisa francesas, o Muséum d’Histoire Naturelle e o Institut de Recherche sur le Développement (IRD). A expedição uniu 150 cientistas de 25 países por cinco meses com acesso a recursos e técnicas científicas de ponta. Com a ‘Santos-2006’ conseguimos mostrar que a mudança de escala necessária para o conhecimento da biodiversidade é possível e traz resultados quantificáveis. Graças aos recursos humanos e técnicos disponíveis nessa operação sem precedentes, mais de 10.000 espécies foram inventariadas, centenas das quais são novas à ciência. Apesar do campo de investigação em biodiversidade ser avassalador, mostramos que o desafio pode ser alcançado com meticulosas e exaustivas técnicas de exploração. Que é possível compartilhar os resultados sobre um assunto complicado com um público grande através da integração dos diferentes domínios da ciência, tecnologia e comunicação na mesma operação. A difusão da operação através das diferentes mídias (internet, publicações diárias, filmes e livros) alcançou uma larga audiência.

As fundações que contribuíram foram: Stavros S. Niarchos Foundation, Total Foundation for Marine Biodiversity, Veolia Environnement Foundation, The Alfred P. Sloan Foundation, European Distributed Institute of Taxonomy, Fonds Pacifique, o Ministério de Pesquisa Francês, e a Embaixada Francesa em Vanuatu. As empresas parceiras foram: Universal Sodexho, Ricoh, Solvay, Océan Vert, National Geographic, VRAI d’agriculture biologique, Telecom Vanuatu Limited. Outras expedições realizadas: Australia, o projeto BATH em parceria com a Universidade de Griffith de Queensland; e o Canal Moçambique: Moçambique-Madagascar-Tanzânia. Estamos buscando patrocínio para essas expedições.

…através do desenvolvimento de soluções concretas para a exploração da biodiversidade

Em parceria com a empresa de engenharia Océan Vert, a Pro-Natura desenvolve e coloca em prática ferramentas para o acesso às copas das árvores. O “Treetop Raft” e outros equipamentos de exploração (Ikos, a Bolha das Copas) usados em operações na América do Sul (Guiana e Panamá) e na África (Gabão, Camarões e Madagascar) vem obtendo grande sucesso em termos científicos, mas também na mídia. Esse equipamento aumenta o campo para a investigação científica e oferece aos biólogos que trabalham em florestas tropicais o equivalente ao utilizado em oceanografia em capacidade de pesquisa. A mais nova invenção dessa série de balsas exploratórias, o Planador das Copas (the Canopy Glider), fez seu primeiro voo em 2006, em Vanuatu. Ela possibilita o trabalho de dois cientistas a bordo, diretamente no topo das árvores, para coletar amostras e fazer medições.

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